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Suprema atenta ao Novembro Azul

10 de novembro de 2017

Suprema atenta ao Novembro Azul

Os últimos dados do Ministério da Saúde (MS), revelaram que até o final deste ano, serão diagnosticados mais de 60 mil novos casos de câncer de próstata. Mas se descoberta precocemente, a doença tem 90% de chance de cura. 

 

Ainda de acordo com o MS, o homem culturalmente não cuida da sua saúde, e uma das velhas desculpas é a falta de tempo, pois na maioria das vezes é o provedor da casa, mas acaba descuidando de si. A maioria das doenças que mais matam podem ser diagnosticadas precocemente.
Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostrou que 31% dos homens brasileiros não têm o hábito de ir ao médico e, quando o fazem, 70% tiveram a influência da mulher ou de filhos. Por isso, é importante a conscientização de realizar exames, tendo como um dos principais objetivos a promoção de ações de saúde que contribuam para a compreensão da realidade singular masculina e propiciar um melhor acolhimento.

 

O que é a próstata
É uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

 

O câncer de próstata
No Brasil, é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, após os tumores de pele. A doença pode demorar a se manifestar, exigindo exames constantes para não ser descoberta em estágio avançado e potencialmente fatal. Acontece quando as células deste órgão começaram a se multiplicar de forma desordenada.

 

Diagnóstico precoce
A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal

 

-Mitos e verdades sobre o câncer de próstata


No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (13.772 casos/ano). A doença representa 28,6% dos casos de câncer no homem, excetuando-se os tumores de pele. Não é possível preveni-la, mas o diagnóstico precoce está relacionado com a diminuição da mortalidade. Para esclarecer as inúmeras dúvidas que cercam o tema, a Sociedade Brasileira de Urologia elencou alguns mitos e verdades. Confira:


O câncer de próstata é uma doença do idoso.

MITO. Apesar de o risco para a doença aumentar significativamente após os 50 anos, cerca de 40% dos casos são diagnosticados em homens abaixo desta idade. Entretanto, a doença é rara antes dos 40 anos.


PSA aumentado é sinal de que tenho câncer de próstata.

MITO. O antígeno prostático pode apresentar alterações em várias situações que não o câncer, como a hiperplasia benigna da próstata, prostatite (uma inflamação) e trauma. Por isso é importante a avaliação médica e o toque retal.


PSA (proteína produzida na próstata) baixo é sinal de que não tenho câncer de próstata.

MITO. Estima-se que o câncer de próstata está presente em 15% dos homens com níveis normais de PSA, daí a importância do toque retal.


Ter pai, irmão ou tio com a doença aumenta meu risco.

VERDADE. A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a doença. Um parente de primeiro grau com a doença duplica sua chance. Dois familiares com a doença aumentam essa chance em cinco vezes. Para quem tem casos na família, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia é procurar um urologista a partir dos 45 anos.


Todos os casos de câncer de próstata precisam de tratamento.

MITO. A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.


O câncer de próstata sempre apresenta sintomas. Então posso esperar os sintomas para procurar o médico.

MITO. Em estágio inicial, quando as chances de curam beiram 90%, a doença não apresenta qualquer sintoma. Geralmente, os principais sintomas relacionados à próstata são devido a hiperplasia prostática, crescimento benigno da glândula, como jato urinário mais fraco, sensação de urgência miccional ou de esvaziamento incompleto da bexiga, entre outros.


Pessoas da raça negra têm maior risco de desenvolver a doença.

VERDADE. Estudos apontam que afrodescendentes têm risco 60% maior de desenvolver a doença e a taxa de mortalidade é três vezes mais alta.


A reposição hormonal em casos de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) afeta o câncer de próstata.

MITO. Estudos têm apontado que a terapia de reposição hormonal com testosterona não representa risco de desenvolvimento de câncer de próstata nos homens que recebem o hormônio. Nos homens que tenham sido tratados com sucesso de câncer de próstata a reposição hormonal poderá ser instituída após uma análise criteriosa dos riscos e benefícios. Homens portadores de câncer de próstata e que ainda não tenham sido tratados da doença não deverão receber terapia de reposição hormonal. Como regra, nunca se deve fazer uso de reposição de testosterona sem consultar seu médico.


O sedentarismo pode aumentar o risco para desenvolvimento do câncer de próstata.

VERDADE. O sedentarismo e a obesidade estão relacionados a alterações metabólicas que podem levar a alterações moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia.


A atividade física regular tem um papel relevante na prevenção e no tratamento.

VERDADE. Essa prática saudável pode agir de modo protetor, e tem sido um fator modificável para o câncer de próstata por causa dos seus potenciais efeitos:


• Fortalecimento imunológico
• Prevenção da obesidade
• Capacidade do exercício em modular os níveis hormonais
• Redução do estresse

Fonte: PORTAL UROLOGIA

 

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