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Conheça a Saúde da Mulher e sua Importância

14 de março de 2018

Conheça a Saúde da Mulher e sua Importância

As mulheres são a maioria da população brasileira (50,77%) e as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). Frequentam os serviços de saúde para o seu próprio atendimento, mas, sobretudo, acompanhando crianças e outros familiares, pessoas idosas, com deficiência, vizinhos, amigos. São também cuidadoras, não só das crianças ou outros membros da família, mas também de pessoas da vizinhança e da comunidade.


A situação de saúde envolve diversos aspectos da vida, como a relação com o meio ambiente, o lazer, a alimentação e as condições de trabalho, moradia e renda. No caso das mulheres, os problemas são agravados pela discriminação nas relações de trabalho e a sobrecarga com as responsabilidades com o trabalho doméstico. Outras variáveis como raça, etnia e situação de pobreza realçam ainda mais as desigualdades. As mulheres vivem mais do que os homens, porém adoecem mais frequentemente. A vulnerabilidade feminina frente a certas doenças e causas de morte está mais relacionada com a situação de discriminação na sociedade do que com fatores biológicos.


Dentro da perspectiva de buscar compreender essa imbricação de fatores que condicionam o padrão de saúde da mulher, Ministério da Saúde analisa, sob o enfoque de gênero, os dados epidemiológicos extraídos dos sistemas de informação do SUS e de documentos elaborados por instituições e pessoas que trabalham com esse tema.

As desigualdades sociais, econômicas e culturais se revelam no processo de adoecer e morrer das populações e de cada pessoa em particular, de maneira diferenciada. De acordo com os indicadores de saúde, as populações expostas a precárias condições de vida estão mais vulneráveis e vivem menos. O relatório sobre a situação da População Mundial (2002) demonstra que o número de mulheres que vivem em situação de pobreza é superior ao de homens, que as mulheres trabalham durante mais horas do que os homens e que, pelo menos, metade do seu tempo é gasto em atividades não remuneradas, o que diminui o seu acesso aos bens sociais, inclusive aos serviços de saúde.


Levando em consideração que as históricas desigualdades de poder entre homens e mulheres implicam num forte impacto nas condições de saúde destas últimas, as questões de gênero devem ser consideradas como um dos determinantes da saúde na formulação das políticas públicas.


A saúde da mulher é uma preocupação antiga, mas a situação da população feminina no país demonstra que o desenvolvimento da área ainda é uma necessidade.
Atualmente, um dos grandes méritos dos profissionais e serviços de saúde tem sido a ampliação não só do acesso à assistência, mas também da qualidade desse trabalho, garantindo cada vez mais que a paciente seja considerada como um todo.


Para que esse atendimento da Medicina, Enfermagem e demais áreas se desenvolva ainda mais, é importante que o profissional de saúde esteja ciente da realidade desse público e do que pode ser feito para mudá-la.


A saúde da mulher pode ser definida como as doenças ou condições que são exclusivas às mulheres ou envolvem diferenças sexuais particularmente importantes para as mulheres.1 Essa definição reconhece as crescentes evidências científicas que sustentam um enfoque direcionado para sexo e gênero, e expande o conceito de saúde da mulher para além da ênfase tradicional nos órgãos reprodutivos e suas funções. Com o tempo, a definição passou a incluir uma apreciação acerca do bem-estar e da prevenção, da interdisciplinaridade e da natureza holística da saúde da mulher, da diversidade das mulheres e suas necessidades de saúde ao longo da vida e do papel central das mulheres como pacientes e participantes ativas da própria assistência à saúde que recebem.


Essa perspectiva interdisciplinar mais ampla tem implicações significativas para os clínicos que prestam assistência a mulheres. Além dos conhecimentos básicos sobre psicologia feminina e biologia reprodutiva, os clínicos precisam avaliar a complexa interação existente entre meio ambiente e biologia/desenvolvimento psicossocial das mulheres. Ao lidar com condições que não são específicas às mulheres, os clínicos devem atentar para aqueles aspectos da doença que são diferentes nas mulheres ou apresentam implicações de gênero importantes. A habilidade de aplicar essa informação requer que os clínicos adotem atitudes e comportamento cultural e genericamente sensíveis.

 

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