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12 de junho de 2018

Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita

A Cardiopatia Congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras 8 semanas de gestação quando se forma o coração do bebê. Ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca, mesmo que descoberto no nascimento ou anos mais tarde.

O dia 12 de Junho é a Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita. A data foi instituída para reforçar a importância do diagnóstico precoce e os desafios do acesso integral à saúde aos portadores de cardiopatias. Além disso, é uma forma de homenagear pais, familiares, profissionais e demais pessoas que lutam pela vida e enfrentam as dificuldades dessas doenças.
Alguns dados dimensionam a importância desta campanha.

O que é Cardiopatia Congênita

É o defeito congênito mais comum e uma das principais causas de óbitos relacionadas a malformações congênitas.
Nascem no Brasil aproximadamente 28 mil crianças com problemas cardíacos por ano, ou seja, a cada 100 bebês nascidos vivos 1 é cardiopata.
Desses 28 mil cardiopatas que nascem anualmente, pelo menos 23 mil necessitarão de uma cirurgia cardíaca, mas infelizmente cerca de 18 mil (78%) não recebem o tratamento, principalmente por falta de diagnostico ou vagas na rede pública. Em 2014 foram realizadas apenas 5773 operações causando um déficit enorme.*
A mortalidade decorrente das cardiopatias congênitas seria drasticamente reduzida se todos os cuidados pré e pós natais fossem devidamente instituídos.
A incidência de cardiopatia congênita é 8 vezes maior do que a Síndrome de Down.

PRINCIPAIS SINTOMAS

Em bebês:

  • ponta dos dedos e/ou lábios roxos, conhecido como CIANOSE;
  • transpiração e cansaço excessivos durante as mamadas;
  • respiração acelerada mesmo durante o sono;
  • dificuldade de ganhar peso;
  • irritação frequente, choro sem consolo.


Em crianças maiores:

  • cansaço excessivo em atividades físicas e dificuldade de acompanhar o ritmo de outras crianças;
  • crescimento e ganho de peso de forma não adequada;
  • infecções pulmonares repetitivas;
  • lábios roxos (cianose) e a pele mais pálida quando brinca muito;
  • coração com ritmo acelerado (taquicardia).

Iimportância das campanhas anuais
Este ano, a campanha foca, principalmente, no diagnóstico correto, o que é cardiopatia congênita e tratamento adequado, realizado precocemente. Em 2018, ela deu foco à higiene bucal das crianças cardiopatas. "Isso faz parte da nossa orientação de tratamento, pois estas crianças devem ter boa higiene e prevenção de doenças da boca, higiene da gengiva, com a língua e pouca utilização de doces para ter dentinhos e coraçãozinho saudáveis", conta a cardiopediatra Sara Guedes, responsável pelo Ambulatório de Cardiologia Pediátrica do HMTJ. Divulgar o tema é importante, pois reconhecer sintomas, realizar exames relacionados e prestar atenção pode evitar muitas mortes preveníveis.

Exames ajudam a detectar as cardiopatias congênitas
O Ecocardiograma fetal - um tipo de ultrassom que faz a avaliação do coração do bebê na vida fetal - deve ser feito entre 24 e 28 semanas de gestação, e seu principal objetivo é detectar coraçãozinho muito mal formados e que precisam de atendimento e cirurgia nas primeiras horas de vida.
Se não foi possível fazer o ecofetal, outro exame de grande importância e que tria as cardiopatias é o teste do coraçãozinho, feito entre 24 e 48 horas de vida e é fundamental. Ele também rastreia crianças graves, especialmente, algumas com poucos sintomas, mas que pode ficar em condição crítica logo que vai para casa.
Por isso, é fundamental que a mãe não saia do hospital sem o teste do coraçãozinho realizado em seu bebê. O exame é obrigatório por lei, em Juiz de Fora, e é uma diretriz do Ministério da Saúde em todo o pais. Todas as maternidades, públicas ou privadas, têm que realizar o teste.

 

 


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